Me despedindo de vocês.
Ei gente linda, partir de agora esse tumblr não vai ser mais meu, sim, vou passar ele para um guri muito querido, que com certeza vai cuidar direitinho, vou ficar só com o meu outro o girlin-wonderland. Mas quero falar uma coisinha apenas, eu aprendi muito aqui, sem brincadeira, aqui eu pude desabafar com os meus textos, expressar os meus sentimentos e expor a minha opinião, mas agora me interessei pelas fotos do tumblr e criei um só disso e de pequenos textos, porque esse daqui estava de certa forma me “estressando” já. Muito obrigada por aqueles que se preocuparão comigo e elogiaram os meus textos pelas ask, MUITO OBRIGADA MESMO, agr vão poder faz a mesma coisa por esse garoto. Então, tratem bem esse menino aqui e um beijo para vocês. (Gabriela)
(Source: poetavadio)
(Source: giu-lianna)
(Source: ventodemaio)
Julieta,
Recebi tua carta. Sabe querida, negamos por tanto tempo a verdade que começamos a conceber a mentira com uma facilidade assustadora. Lembro-me dos dias frios em que acordava com o som da tua voz por todo canto, era tu cantarolando aquela tua cantiga tão amada enquanto preparava nosso café. Nunca lhe disse, mas ficas tão linda de manhã - cara amassada, roupa do avesso e aquele bom humor de menina - á mercê de uma beleza natural que lhe cabe perfeitamente. Lembro-me do cheiro que os omeletes deixavam na casa toda, e do som da sua risada ao ver-me acordar com meu mal humor épico. Aturaste-me tanto querida, mas não entendo o que acontecera conosco. Sinto falta do som do teu passo pela casa - tão leves quanto penas ao encontrar a superfície -, falta do teu canto esparramado por ai, aqueles sonetos que fazíamos de uma nota só. Sinto falta das tuas sapatilhas de balé espalhadas pela casa e da tua graciosidade ao dançar.
Tentei colocar tudo isso em forma de poesia, bem como fazias para mim. Descrever em palavras tortas o que sentia nunca pareceu-me muito certo. Apeguei-me apenas ao saber dos meus afetos por você; eram existentes - ainda são - você pode ter certeza. Sei que não lhe digo isto com muita frequência mas, você faz diferença. Teu perfume suave faz diferença, ouvir tua voz até pegar no sono, tua generosidade fora do comum porém tão sincera, o jeito como seus dedos escorregavam sobre o piano e a forma como as notas que exalavam dele lhe contemplavam. Tudo faz diferença. E eu fui tolo o bastante para não dizer-lhe isso enquanto a tinha em meus braços.
Eram as coisas simples que lhe encantavam; um bilhete deixado na beira da cama, um abraço afetuoso enquanto fazia o jantar e um beijo na testa antes de adormecer. Era tão fácil amá-la! Tão fácil que talvez tenha desaprendido. Ah, Julieta, tão tens ideia de como era ter-te ao meu lado todas as noites. Pois todas essas mulheres com as quais durmo se quer chegar aos teus pés. Nenhuma preocupa-se com cada detalhe como fazias, nenhuma cuida-me tão carinhosamente do modo como só tu cuidava, nenhuma pergunta sobre como fora meu dia e nenhuma enche-me com agrados que um dia julguei inúteis. Eu sei lá, hoje deu saudade de nós dois. Saudade do que éramos.
Com amor, Romeu (cds)
“Para falar a verdade, tenho preguiça de inícios e pavor de finais. O final nunca me parece certo - final de novela, de livro, de relacionamentos e de sentimentos também. Pois se fomos resistentes o bastante para lidar com o começo, porque diabos teremos de ceder á um término? Admita, adias o máximo que consegue ambas as coisas. Bailarina que está prestes á bailar sofre de antecipação por medo de erros que nem se quer cometeu, mas ao soar a ultima nota da música e sua magia acabar, ela lamenta. Mesmo que baixinho, num som quase mudo, ela lamenta. Sou contraditória, assim como a bailarina. O fim realmente me assombra, não sou adepta a novidades, não faço o tipo aventureira. Gosto do cômodo, do conhecido e do seguro. Torço o nariz para a maioria das surpresas, pois na maioria das vezes são indesejadas. Gosto de sentar na sacada de casa e olhar para o céu á procura de estrelas; e encontrá-las. Apreciar a lua em suas infinitas formas, mesmo quando não me é concedido o prazer de vê-la por inteiro. Detesto fins de livros, pois agrada-me a ânsia de ler um pouquinho mais no amanhã. Detesto saber que não terá mais nada para se apreciar, que acabou. Detesto também despedidas, aqueles abraços chorosos, as palavras clichês, o vazia que fazia companhia a quem ficava e também a quem partia. Detesto tudo o que envolva abrir mão de algo, pôr fim ou iniciar, porém admito que saber exatamente o que acontecerá não é lá muito interessante. Sou contraditória, já disse. Mas a verdade é que, males e bens á parte, um pouquinho de novidade não faz mal a ninguém.” (cds)

